Websites | Serviços | Webmail | Ferramentas | Área reservada

Licença Creative Commons
Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional
Título:  Presença de familiares durante situações de emergência: a opinião dos enfermeiros do serviço de urgência de adultos
Autores:  Marco Job Batista*; Pedro Vasconcelos**; Rui Miranda***; Tiago Amaral****; João Geraldes*****; Ana Patrícia Fernandes******
Orientadores: 
Recebido para publicação:  2016-12-15
Aceite para publicação:  2017-03-09
Secção:  Artigo de Investigação
Ano:  2017
DOI:  https://doi.org/10.12707/RIV16085

Resumo
Enquadramento: A presença de familiares no serviço de urgência é uma realidade. Em algumas situações como as de emergência a presença de familiares é algo controverso para os enfermeiros.
Objetivos: Conhecer a opinião dos enfermeiros sobre a presença de familiares em situações de emergência no serviço de urgência de adultos.
Metodologia: Estudo exploratório descritivo, recorrendo-se à aplicação de um questionário numa amostragem por conveniência. A amostra foi constituída por 233 enfermeiros dos 4 serviços de urgência polivalentes da região de Lisboa e Vale do Tejo.
Resultados: Verifica-se que a maioria dos enfermeiros não concorda com a presença de familiares em contextos de emergência. Destacam-se como vantagens, o fornecimento de informação clínica à equipa e o apoio ao doente, e como desvantagens, a ansiedade dos familiares e o aumento do stresse nos profissionais.
Conclusão: Os enfermeiros têm uma opinião desfavorável à presença da família em situações de emergência. Seria importante refletir sobre a prática clínica na sala de reanimação considerando-se o F de família após a prestação dos cuidados de emergência segundo o ABCDE.


Palavras-chave
família; ressuscitação; enfermeiros; serviço hospitalar de emergência
Al-Mutair, A. S., Plummer, V., & Copnell, B. (2012). Family presence during resuscitation: A descriptive study of nurses’ attitudes from two Saudi hospitals. Nursing in Critical Care, 17(2), 90-98. doi: 10.1111/j.1478-5153.2011.00479.x
American Association of Critical-Care Nurses. (2016). Family presence during resuscitation and invasive procedures. Critical Care Nurse, 36(1), 11-14. doi: 10.4037/ccn2016980
Bardin, L. (1977). Análise de conteúdo. Lisboa, Portugal: Edições 70.
Conselho Internacional de Enfermeiros. (2011). CIPE versão 2: Classificação internacional para a prática de enfermagem. Lisboa, Portugal: Ordem dos Enfermeiros.
Emergency Nurse Association. (2012). Clinical practice guideline: Family presence during invasive procedures and resuscitation. Recuperado de http://www.ena.org/practice-research/research/CPG/Documents/FamilyPresenceCPG.pdf
Fernandes, C. S., Gomes, J. A., Martins, M. M., & Gonçalves, L. H. (2015). A importância das famílias nos cuidados de enfermagem: Atitudes dos enfermeiros em meio hospitalar. Revista de Enfermagem Referência, 4(7), 21-30. doi: 10.12707/RIV15007
Field, J. M., Hazinski, M. F., Sayre, M. R., Chameides, L., Schexnayder, S. M., Hemphill, R., … Hoek, T. L. (2010). Part 1: Executive summary: 2010 American Heart Association guidelines for cardiopulmonary resuscitation and emergency cardiovascular care. Circulation Journal of the American Heart Association, 122(18, Suppl. 3), S640-S656. doi: 10.1161/CIRCULATIONAHA.110.970889
Flanders, S. A., & Strasen, J. H. (2014). Review of evidence about family presence during resuscitation. Critical Care Nursing Clinics of North America, 26(4), 533-550. doi: 10.1016/j.ccell.2014.08.010
Fulbrook, P., Latour, J., Albarran, J., Graaf, W., Lynch, F., Devictor, D., & Norekval, T. (2007). The presence of family members during cardiopulmonary resusctation: Join position statement. World of Critical Care Nursing, 5(4), 86-88. Recuperado de http://www.efccna.org/downloads/PS_Family_Presence_CPR.pdf
Kingsnorth-Hinrichs, J. (2011). Presença da família durante a reanimação. In P. K. Howard & R. A. Steinmann (Eds.), Enfermagem de urgência: Da teoria à prática (6ª ed., pp. 160-167). Loures, Portugal: Lusociência.
Lederman, Z. (2016). Family presence during cardiopulmonary resuscitation: Evidence-based guidelines? Resuscitation, 105, e5-e6. doi: 10.1016/j.resuscitation.2016.04.026
Lei n.º 15/2014 de 21 de março. Diário da República n.º 57/2004, 1ª Série. Assembleia da República. Lisboa, Portugal.
Lowry, E. (2012). “It’s Just What We Do”: A qualitative study of emergency nurses working with well-established family presence protocol. Journal of Emergency Nursing, 38(4), 329-334. doi: 10.1016/j.jen.2010.12.016
Regulamento n.º 124/2011 de 18 de fevereiro. Diário da República nº 35/2011 - 2ª Série. Ordem dos Enfermeiros. Lisboa, Portugal.
Sá, F. G., Botelho, M. R., & Henriques, M. A. (2015). Cuidar da família da pessoa em situação crítica: A experiência do enfermeiro. Pensar Enfermagem, 19(1), 32-46. Recuperado de http://pensarenfermagem.esel.pt/files/PE_19_1sem2015_31_46.pdf
Soares, J. R., Martin, A. R., Rabelo, J. F., Barreto, M. S., & Marcon, S. S. (2016). Presença da família durante o atendimento emergencial: Percepção do paciente vítima de trauma. Aquichan, 16(2), 193-204. doi: 10.5294/aqui.2016.16.2.7
Zavotsky, K. E., McCoy, J., Bell, G., Haussman, K., Joiner, J., Marcoux, K. K., … Tortajada, D. (2014). Resuscitation team perceptions of family presence during CPR. Advanced Emergency Nursing Journal, 36(4), 325-334. doi: 10.1097/TME.0000000000000027
Texto integral
Total: 0 registo(s)
REF_Jun2017_83to92_port.pdf
REF_Jun2017_83to92_eng.pdf


[ Detalhes da edição ]