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Título:  Convulsoterapias na prática psiquiátrica brasileira
Autores:  Jusley da Silva Miranda*; Juliana Cabral da Silva Guimarães**; Tatiana Marques dos Santos***;
Ana Paula Lacerda Brandão****; Tânia Cristina Franco Santos*****; Maria Angélica de Almeida Peres******
Orientadores: 
Recebido para publicação:  2018-11-08
Aceite para publicação:  2019-03-19
Secção:  ARTIGO DE INVESTIGAÇÃO HISTÓRICA (ORIGINAL)/HISTORICAL RESEARCH ARTICLE (ORIGINAL)
Ano:  2019
DOI:  https://doi.org/10.12707/RIV18082

Resumo
Contexto: Nas décadas de 1920-40, a psiquiatria tradicional no Brasil apostava na prática de convulsoterapias como tratamento inovador para reduzir sintomas das doenças mentais.
Objetivo: Analisar as técnicas de aplicação de convulsoterapias em dois periódicos médicos.
Metodologia: Estudo documental, qualitativo, cujas fontes históricas foram os Arquivos Brasileiros de Neurologia e Psiquiatria (ABNP) e os Anais do Instituto de Psiquiatria (IPUB) de 1928 a 1947. Para análise crítica foi feita a triangulação dos dados e organização temática.
Resultados: Foram encontradas 27 publicações em ambos os periódicos. As publicações encontradas foram agrupadas de acordo com as técnicas utilizadas [choque cardiazólico (14); malarioterapia (5); choque insulínico (4); choque cardiazólico associado ao choque insulínico (2); eletroconvulsoterapia (1); choque cardiazólico associado a eletroconvulsoterapia (1)].
Conclusão: Os periódicos pesquisados contribuíam para a difusão do desenvolvimento científico sobre as terapias biológicas, publicando estudos que norteavam a sua aplicação, visando estabelecer um sentido entre as doenças mentais, os seus sintomas e os efeitos de cada uma das técnicas convulsivas de tratamento, sem mencionar explicitamente a participação da enfermagem.


Palavras-chave
convulsoterapia; eletroconvulsoterapia; tratamento psiquiátrico involuntário; história da enfermagem
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