Websites | Serviços | Webmail | Ferramentas | Área reservada

Licença Creative Commons
Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional
Título:  A vivência no trânsito e as implicações na saúde dos motoristas de autocarros: estudo fenomenológico descritivo
Autores:  Vanessa Carine Gil de Alcantara*; Rose Mary Costa Rosa Andrade Silva**; Eliane Ramos Pereira***;
Dejanilton Melo da Silva****; Isadora Pinto Flores*****
Orientadores: 
Recebido para publicação:  2019-07-30
Aceite para publicação:  2019-11-18
Secção:  ARTIGO DE INVESTIGAÇÃO (ORIGINAL)/RESEARCH PAPER (ORIGINAL)
Ano:  2019
DOI:  https://doi.org/10.12707/RIV19049
Facebook Twitter LinkedIn

Resumo
Enquadramento: O quotidiano do motorista de autocarros é dinâmico. Muitas variáveis o cercam: a habilidade na condução e de controlar os seus medos e o cumprimento correto do seu itinerário. As limitações e desafios vivenciados podem desencadear um processo de sofrimento psíquico.
Objetivo: Descrever as perceções dos motoristas de autocarros acerca da vivência no trânsito e os possíveis efeitos do quotidiano da mobilidade urbana nos motoristas.
Metodologia: Estudo descritivo fenomenológico, pautado no pensamento de Maurice Merleau-Ponty, realizado num terminal rodoviário de autocarros, no período de julho a dezembro de 2017. Entrevistaram-se 24 motoristas de autocarros através de perguntas abertas.
Resultados: Emergiram duas categorias: O trânsito é uma caixa de surpresas e O equilíbrio psicológico é necessário.
Conclusão: Dar voz a estes profissionais, trazendo à luz o que acarreta o seu sofrimento, e reconhecer as suas necessidades, contribuirá para a prevenção de doenças físicas e psicológicas, bem como de acidentes de trânsito. Os motoristas rodoviários carecem de melhores condições para poderem colocar a cidade em movimento diariamente.


Palavras-chave
consciência; motoristas; trânsito; doenças profissionais; stress psicológico; pesquisa qualitativa
Alcantara, V. C., Silva, R. M., Pereira, E. R., & Silva, M. A. (2016). A qualidade de vida para motoristas de autocarros: Entre a saúde e o trabalho. Revista Portuguesa de Enfermagem de Saúde Mental, (spe. 4), 101-106. doi:10.19131/rpesm.0148
Carel, H., & Meacham, D. (2013). Phenomenology and naturalism: Examining the relationship between human experience and nature. New York, NY: Cambridge University Press.
Dale, G. A. (1996). Existential phenomenology: Emphasizing the experience of the athlete in sport psychology research. The Sport Psychologist, 10(4), 307-321. doi: 10.1123/tsp.10.4.307
Giorgi, A. (2006). Difficulties encountered in the ap plication of the phenomenological method in the social sciences. Análise Psicológica, 24(3), 353-361. doi:S0870-82312006000300009
Hilkner, S. H, Beck, A. R., Tanaka, E. Z, & Dini, A. P. (2019). Perceções de irmãos de crianças hospitalizadas por doença crónica. Revista de Enfermagem Referência, 4(20), 77-86. doi:10.12707/RIV18074
Ismail, A. R., Abdullah, S. N. A., Abdullah, A. A., & Deros, B. (2015). A descriptive analysis of factors contributing to bus drivers’ performances while driving: A case study in Malaysia. International Journal of Automotive and Mechanical Engineering, 11(1), 2430-2437. doi:10.15282/ijame.11.2015.23.0204
Martins, F. F., Lopes, R. M ., & Farina, M. (2014). Nível de estresse e principais estressores do motorista de transporte coletivo. Boletim - Academia Paulista de Psicologia, 34(87), 523-536. Recuperado de http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-711X2014000200014
Matos, M. G., Moraes, L. F., & Pereira L. Z. (2015). Análise do estresse ocupacional em motoristas de Coletivo Urbano na Cidade de Belo Horizonte. Revista Gestão & Tecnologia, 15(1), 256-275. doi:10.20397/2177-6652/2015.v15i1.758
Merleau-Ponty, M. (2014). Fenomenologia da percepção. São Paulo, Brasil: Martins Fontes.
Minayo, M. C. (2002). Pesquisa social: Teoria, método e criatividade. Rio de Janeiro, Brasil: Vozes.
Polit, D. F., & Beck, C. T. (2011). Fundamentos da pesquisa em enfermagem: Avaliação de evidências para a prática da enfermagem (7ª ed.). Porto Alegre, Brasil: Artmed.
Quirino, G. S., & Amaral, A. E. (2015). Relação entre estresse e agressividade em motoristas profissionais. Revista Psicologia e Saúde, 7(2), 125-132. Recuperado de http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2177-093X2015000200006
Rajeshwar, B., Rajalakshmi, R., Nitin A. J., & Umadevi, S. V. (2016). Hearing impairment and high blood pressure among bus drivers in Puducherry. Journal of Clinical and Diagnostic Research, 10(2), CC08–CC10. doi:10.7860/JCDR/2016/17361.7199
Silva, M. A., Teixeira, E. R., Pereira, E. R., Silva, R. M., Rocha, R. C., & Rondon, S. O. (2019). Saúde como direito e cuidado de si: Concepção dos profissionais de enfermagem. Revista Brasileira de Enfermagem, 72(Supl. 1), 159-165. doi:10.1590/0034-7167-2018-0066
Silva, C. A. (2017). Merleau-Ponty, percepção e arte. Princípios: Revista de Filosofia, 24(43), 267-275. doi:10.21680/1983-2109.2017v24n43ID10983
Vinuto, J. (2014). A amostragem em bola de neve na pesquisa qualitativa: Um debate em aberto. Temáticas, 22(44), 203-220. Recuperado de https://pdfs.semanticscholar.org/cd8e/3ecb215bf9ea6468624149a-343f8a1fa8456.pdf
World Health Organization. (2013). Violence and injury prevention: Road safety in Brazil. Recuperado de https://www.who.int/violence_injury_prevention/road_traffic/countrywork/bra/en/
Zamboni, J., & Barros, M. E. (2016). Paradoxo da corporatividade: O motorista de como corpo coletivo. Psicologia Universidade de São Paulo, 27(2), 332- 340. doi:10.1590/0103-656420150027
Texto integral
Total: 0 registo(s)
REF_dec2019_21to30_port.pdf
REF_dec2019_21to30_eng.pdf


[ Detalhes da edição ]